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Após lavar as mãos, não as esfregue!

Algumas pessoas têm um hábito arraigado e quase inconsciente de esfregar uma mão na outra logo após lavá-las na pia. Um estudo da Universidade de Bradford, na Grã-Bretanha, concluiu que esse ato logo após a lavagem espalha bactérias da pele pelo ar. Se você esfrega as mãos debaixo de um daqueles secadores quentes, em banheiros de estabelecimentos  comerciais, o efeito é multiplicado: o jato de ar se encarrega de propagar os micróbios por todo o banheiro. Se uma pessoa com a imunidade baixa entra ali, vira alvo fácil para infecções.
A coordenadora do estudo da universidade britânica, Anna Snelling, fez uma experiência interessante: pediu para 14 voluntários usarem os secadores de mãos no banheiro. Enquanto alguns eram instruídos a esfregar as mãos, outros não deviam fazê-lo. Ao comparar os resultados, ela descobriu que não esfregar as mãos reduzia o volume de bactérias em 37% comparado a sair do toalete sem lavar as mãos (esperamos que você não tenha se inclinado para essa opção), enquanto esse índice foi de apenas 18% quando os participantes esfregavam as mãos.
Mais higiênicos que os secadores, contudo, são as toalhas de papel, que livram as mãos de praticamente todo o risco de infecção. Mas as toalhas, como todos sabem, gastam papel, ou seja, são danosas aos recursos naturais enquanto preservam nossa saúde. Desafio da tecnologia: encontrar uma nova maneira de secar as mãos, que mantenha a higiene das toalhas de papel, mas poupe o meio ambiente da mesma forma que os secadores.

Sua urina pode salvar o mundo – saiba como

Porque deixar seu xixi ir ralo abaixo quando ele pode ser usado para recarregar seu celular? Muita calma, não vá se aliviar no aparelho ainda! De acordo com o cientista Shanwen Tao, a urina pode nos ajudar a resolver o problema de abastecimento de energia mundial.
Tao é um químico e ele acredita que o “ouro líquido” que você rejeita pode fornecer energia suficiente para o funcionamento de fazendas e de escritórios.
O primeiro argumento do cientista é que, ao contrário de combustíveis fósseis, urina é abundante e renovável. Temos quase 7 bilhões de pessoas no mundo produzindo cerca de 10 bilhões de litros de urina diariamente. Adicione os animais que criamos a essa mistura e você terá uma idéia da enorme quantidade de xixi que é produzida no mundo.
Obviamente que todo esse esgoto é um problema. Se deixarmos o xixi ir direto para as águas, sem passar por um tratamento, ele pode arruinar completamente alguns ecossistemas. Além disso o próprio ato de tratar o esgoto consome energia – só os Estados Unidos,  1,5% de toda a energia produzida no país é gasta no tratamento de esgoto.
Então seria uma boa para o Meio Ambiente (e isso inclui você) se a urina parasse de ser despejada nos rios e se seu tratamento não consumisse tanta energia.
O hidrogênio, hoje, pode ser usado para movimentar nossas máquinas, é retirado em grandes quantidades de combustíveis fósseis. Mas é difícil de estocar e de distribuir o hidrogênio assim. Outro método que pode ser utilizado é dividir as moléculas de água durante o uso da máquina, liberando o hidrogênio. Mas é necessária muita energia para dividir a água.
Então por que não usar urina em vez de água? A composição da urina possui hidrogênio e ela é uma substância mais simples de ser dividida.
Segundo Tao esse método, por ser simples e necessitar apenas de um eletrodo, poderia ser usado em lugares remotos para carregar seu celular ou então ligar um rádio.
Uma outra aplicação, dessa vez em larga escala, seria em fazendas criadoras de gado, por exemplo. Se o xixi das vacas fosse separado dos “resíduos sólidos” ele poderia ser usado para fornecer a energia para as máquinas do local (mas como alguém separaria o xixi do esterco  da vaca ainda é um mistério).
Talvez a urina não seja a solução ideal ou final para nossos problemas com energia, mas quanto mais fontes de energia verde e renovável tivermos, melhor.

Em breve, poderemos recarregar a bateria do celular com as próprias conversas

Cientistas sul-coreanos estão trabalhando em um projeto que pretende acabar, ou pelo menos reduzir, os aborrecimentos com recarga de bateria para telefone celular. A ideia básica, que é transformar ondas sonoras diretamente em eletricidade, já vinha sido almejada há algum tempo, e finalmente parecem ter descoberto uma maneira. Os cientistas partiram de um princípio lógico: “Se já é possível há tanto tempo transformar eletricidade em som, porque não fazer também o caminho inverso”?
Em linhas gerais, funciona assim: o óxido de zinco (composto químico presente em remédios anti-sarna, entre outras funções) pode ser a base para um nano material que converte decibéis em volts. Usando uma pequena placa desse material, envolta por dois eletrodos, os cientistas coreanos Young Jun Park e Sang Woo Kim conseguiram produzir uma corrente de 50 milivolts a partir de um som de 100 Decibéis (as conversas normalmente ficam entre 60 e 70 decibéis).
Ainda é um avanço tímido, uma vez que 50 milivolts representam pouco mais de 1% da carga total de uma bateria comum, mas foi apenas o primeiro experimento “oficial”. Além disso, não é apenas o som das conversas que pode carregar a bateria. Qualquer barulho no ambiente poderá ser captado e convertido em eletricidade.
Assim, no futuro, você não poderá ficar com tanta raiva de pessoas conversando ou de motos barulhentas passando na rua enquanto você telefona. Afinal, se eles atrapalham sua conversa, pelo menos estarão ajudando a recarregar a bateria do seu celular

Porque conversas de celular alheias nos prendem a atenção?


Alguns se irritam mais, outros menos, mas o fato é que ninguém gosta muito de ficar ao lado de uma pessoa conversando no celular por muito tempo, principalmente se estiver tentando se concentrar em algo. O motivo: ouvir somente metade de uma conversa distrai muito mais do que ouvir a conversa toda.
Os pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova Iorque (EUA), chamaram participantes para um jogo que exigia atenção e concentração. Aqueles que estavam na presença de uma conversa entre duas pessoas, ao vivo, tiveram desempenho superior àqueles que ficavam ao lado de alguém falando ao celular. Contudo, quando os pesquisadores tornaram a conversa de celular confusa e sem sentido, a diferença desapareceu; o participante envolvido voltou a prestar atenção no jogo.
O resultado, portanto, sugere que o motivo da perda de atenção é a sequência de informações. Involuntariamente, nosso cérebro tenta completar o que o interlocutor telefônico da pessoa ao nosso lado está dizendo. Enquanto as informações fizerem sentido, a conversa puxa nossa concentração, mas esta se volta para o que estamos fazendo assim que o diálogo deixa de fazer sentido. Se estamos na presença de duas pessoas e seu diálogo não nos interessa, conseguimos nos focar muito melhor em uma tarefa do que conseguiríamos se esse mesmo assunto estivesse sendo discutido via celular.
Este estudo sobre estímulos externos ao cérebro se aplica a outras pesquisas, como por exemplo, a investigação de como os animais são capazes de perceber onde há comida em determinado ambiente. Para achar, o animal se foca em sinais que fazem sentido para ele (o cheiro ou a audição), que já o levaram a encontrar comida antes. As perturbações que não representam nada para ele são imediatamente descartadas. No caso dos humanos e seus celulares